quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Fui assassinado com um tiro a queima-roupa!
Segundo a declaração de óbito, morri por volta das dezoito e trinta e as dezanove horas do dia de ontem. Não foi uma morte de física, mas sim uma morte sentimental. A dor de sofrimento atingiu o meu peito de tal forma que perdi a vontade de tudo, só me apetece ficar sozinho no meu quarto as escuras sem ver nem falar com ninguém. Matas-te de uma forma brutal toda a esperança, desejos e o amor que tinha e continuo a sentir por ti. Conseguiste fazer este estrago todo em mim com uma simples frase, como as palavras tem um poder destrutivo. A quem diga que eu gosto de sofrer, mas não, eu amo intensamente ate ao fim. Foste a única rapariga na qual eu fiz as coisas sem pensar, simplesmente fazia. Sem barreiras e sem limites desde que tivesses a sorrir, eu já ficava feliz. A nossa amizade é diferente de todas as amizades que já tive e que tenho, a nossa cumplicidade é única… Tu deixas-te de fazer parte da minha vida pouco tempo depois de eu te conhecer passas-te a ser a minha vida. Era a rapariga que estava na minha mente todos os dias quando acordava, era por ti que eu andava feliz com um sorriso de orelha a orelha todos os dias. Tu eras a maior motivo de eu existir, eras simplesmente tudo. Agora querem que eu ande com a minha vida para frente, eu não posso nem consigo porque me assassinam e tiram-me a essência da minha vida. Como Saramago disse” a morte serve que possamos continuar a viver”. Talvez ele tenha razão, mas sei como. Alguém sabe como? Sem a minha essência, acho que é tarefa complicada para não dizer impossível.



23-06-2010

2 comentários:

  1. A vida prega-nos rasteiras quando menos esperamos. A maior rasteira é Amar e não ser correspondido. Pois "a maior das coisas que alguma vez aprenderás será apenas a amar e a ser amado."

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